Quem é você?

          Eu havia me classificado para a quarta etapa de um campeonato de videogame. Inadvertidamente um menino de uns 11 ou 12 anos de idade comia Doritos perto de mim e, observava ao meu desempenho no jogo com uma espécie de interesse preguiçoso. A nova geração poderia ser um pé no saco, eu pensei, mas mantive a acidez de meus pensamentos distante da radicalidade com a qual eles se insinuavam. Do lado oposto ao comedor de Doritos, outro menino jogava videogame também, creio que Super Metroid, para Super Nintendo. Costumava durante à infância admirar meus primos Rafael e André, principalmente este último, por ser quem mais se dispunha a zerar os jogos difíceis. Àquela época eu acreditava que crianças mais novas não eram capazes de vencer em determinados jogos, coisa qual descobri pouco tempo depois ser pura bobagem. Uma sirene soou e os jogos todos foram pausados imediatamente. Havia cerca de quinze crianças e eu. Cogitei ser uma criança sem ter me notado assim, confesso, mas não me recordo agora como, mas não sinto como se a minha idade pesasse no ambiente. Parecia, no entanto, somente um daqueles adultos tidos como estranhos, tão deslocados em uma festa que se dispunham a jogar videogame com as crianças. É preciso alimentar simpatia para com quem opta pela honestidade e pelos jogos. A sirene produzia um barulho escandaloso que impeliria pessoas comuns a taparem os ouvidos, mas não foi o que fizemos. Estendemos as palmas das mãos, como quem aguarda um pedaço de pão ou algum tipo de recompensa e, permanecemos calados. Sujeitos altos trajados com uma vestimenta que lembrava uma roupa de astronauta entraram e utilizaram aparelhos que faziam grandes bipes para medir nossas temperaturas. Quando chegou a minha vez, o aparelho reagiu e emitiu um bipado diferente, um bipado que soava como um alerta de perigo. Os astronautas todas entraram em desespero, mas não perderam a organização no Modus Operandi. Aos gritos de isolem as crianças, deixem só o contaminado, traga a outra máquina, eu observei estático o alarde que faziam sobre a minha vida. Não me mexi. Dois astronautas trouxeram uma máquina mais pesada e a posicionaram diante de mim. Ainda estava imóvel. Quando ligaram a máquina, um ruído insistente, chato, iniciou-se. O zumbido durou apenas alguns instantes. Um dos astronautas deu um passo para frente, repousou sua mão enluvada no meu ombro esquerdo e disse: era alarme falso. Você não está com o vírus.

           Andei com rapidez por uma galeria e quando me dei conta, eu estava já em um shopping. Enfurecido com o resultado falso positivo do teste e a acusação da minha irreal contaminação, eu abandonei as outras crianças com os videogames. Tomei uma pequena xícara de café expresso e resmunguei sobre pagar o que havia pago, assim, eu reconheci que, no mínimo, eu deveria ter me negado esta oportunidade. Distraí-me com o pensamento inútil sobre a verdadeira natureza da liberdade. Esta consistiria em ceder aos impulsos ou controlá-los? Deitei, logo na sequência, minhas preocupações todas para algo mais afastado da subjetividade, também me sentia sem paciência para discutir a metafísica, assim, quando a atendente me perguntou sobre a secura do tempo, ganhou de brinde o meu sorriso mais largo e sincero. Eu a chamei pelo nome, ela enrubesceu e, eu sorri mais uma vez antes de me despedir.

            Mal havia me virado para sair do Café do Ponto e, quase trompei com uma vendedora. Eu a conhecia, provavelmente, na realidade, confesso me perder aqui e agora na sinceridade deste tópico. Eu a conhecia? Não importa, mas ela agia como se me conhecesse. Quando alguém te chama pelo nome, sabe de todas as usas necessidades e te guia com um toque suave nas mãos, você aceita de bom grado o passeio, ainda que o item qual ela queira te vender seja a última coisa qual você realmente queira comprar. Foi assim que uma vez me vi na cidade de Brasília com óculos-escuros novos, ou seja, é preciso tomar cuidado com gente muito decidida. A vendedora da vez disse, nesta ocasião, que sabia exatamente o que eu precisava. Descemos para o primeiro piso do shopping e ela olhava para trás, de minutos em minutos, conferindo se eu ainda estava a segui-la.

            – Para falar de assuntos assim, somente em lugares sérios, Guilherme.

            – Como você sabe o meu nome?

            – Ora, nestes dias, que vendedora que se preze não conhece o cliente?

            – Está bem. Onde vamos?

            – Chegamos. Este é o lugar ideal para a nossa conversa. – Quando me dei conta, estávamos subindo a escada rolante que fora feita para pessoas descerem. A minha perplexidade deve ter ficado nítida no rosto, porém ela disfarçou com maestria o exagero da reação. Exagero? Perguntei-me e respondi, claro que não, afinal, eu estava andando e ela também, ambos os dois sem sair do lugar.

            – Uma escada rolante?

            – Não se prende nos detalhes não importantes, meu bom homem.

            – Certo, isso está estranho, mas suponho que não seja o fim do mundo. Posso me concentrar em andar e falar com você, mas teremos problemas se alguém resolver descer.

            – Ninguém vai descer, Guilherme. Vamos falar da minha razão de estar aqui?

            – Graças a Deus! Eu estou curioso a respeito disso faz alguns minutos.

           – Então sua curiosidade dura pouco já que está me seguindo faz algumas horas, Guilherme. – Ela sorriu um sorriso de boneca e senti um calafrio. – As maquiagens, Guilherme, separei as que melhor se encaixam como presente para aquela sua amiga.

            – É mesmo?

            – Ou era para sua namorada?

            – Não me lembro ao certo.

           – Você disse que uma tal de Francisca estava muito interessada em maquiagens para mulheres negras. Você quer ver os produtos?

            – Quero.

            – Diga lá, Guilherme. Sua namorada é negra? – Meditei sobre a minha resposta. Não, Francisca não era uma mulher negra, mas estava fazendo pesquisas para o trabalho de conclusão de curso que questionavam e explicavam a ausência destes produtos e o que deveria ser feito por algumas marcas para que essa lacuna fosse suprida. Em países como os Estados Unidos, mulheres negras não encontravam tantos problemas com isso, mas no Brasil, por exemplo, era quase impossível que uma mulher negra encontrasse uma maquiagem adequada à coloração da pele.

            – Não… Na verdade, não.

            – Então você não pretende comprar comigo, Guilherme?

            – Bem, eu…

            – Diga-me agora o seu propósito. Estou aqui para lhe ajudar, como sempre.

            – Eu só tenho uma curiosidade legítima a respeito do assunto.

            – Ainda bem que me disse! Eu pensei que fosse me enrolar durante a tarde inteira. Eu sei suas respostas, Guilherme, sei da sua paixão por solidão, sei dos seus segredos e sei, sei mesmo até os produtos que você quer comprar e eu poderia te vender, mas se hoje estamos aqui por causa de uma curiosidade legítima, siga-me.

            A vendedora indicou para que eu descesse a escada rolante e foi o que eu fiz. Ela passou por mim e deu uma piscadinha. Chamou-me para segui-la e lá me vi atrás da mulher outra vez. Passamos por várias mesas de ponta cabeça em várias praças de alimentação. O visual lúgubre era comum aos que saíam tardes das sessões de cinema. Guilherme, outrora, estimulava a tradição sagrada de ir aos cinemas em todas as segundas. Os olhos marejaram e ele nem teve tempo de pensar sobre. Continua seguindo a mulher, que andava ligeira e os dois passaram por dezenas de lojas fechadas. Enfim, a vendedora entrou em uma loja e seguimos rumo ao estoque que estranhamente levava até a rua. Na saída para a sociedade, porém, havia arcos altos que surgiam do asfalto e diminuí o ritmo quando fui, vagarosamente, atravessando-os.

           – O que está acontecendo aqui?! – Tudo havia ficado mais obscuro. Algo sinistro pairava nas sombras, aguardando. A voz da vendedora respondeu fracamente de longe.

            – Você está no local que me pediu, Guilherme. Bem-vindo.

            – Que porra é essa?! O que você quer comigo?!

            Abri os olhos e vi a televisão do quarto. O filme A Viagem de Chihiro entrava nos seus últimos trinta minutos e eu me peguei suado na minha cama. Fechei os olhos como que para aceitar que eu estava sonhando e fui transportado de volta aos arcos. A voz novamente surgiu.

            – Vamos, Guilherme. Faça o que tem que fazer. Não era isso?!

            – Quem é você, vendedora?!

         – Quem é você, Guilherme?! – A pergunta o revirou e ele sentiu subitamente uma vontade de vomitar. Desta vez não era a voz da vendedora e sim a sua própria voz.

            – Quem é você, Guilherme?!

            Guilherme se sentou ao banco e sentiu que um monstro se levantava do chão. Tudo era incerto, tudo era irregular. Abriu os olhos e estava sentado na cama. Olhou para a televisão e agora ela estava apagada. Acendeu as luzes porque estava assustado. Acendeu as luzes porque, nesta noite, talvez não existisse um pedaço de escuridão que fosse saudável. Acendeu as luzes porque a pergunta ainda revirava e ele relutava, mas falhava em ter uma resposta concreta. Quem é você, Guilherme? Acendeu as luzes porque não sabia responder a uma simples pergunta.

Discreto.

Inicio uma conversa franca
Defronte a uma imensidão branca
Sentindo uma enorme sede

A dor qual ela banca
Quando sozinha no quarto se tranca
E se atira contra a rede

Cogita desistir
Reluta em admitir
Não vê saída

Não sabe o que sentir
Esqueceu de como sorrir
Perdeu-se de sua vida

Escute-me hoje, por favor,
A face febril está em rubor
Tire o rosto da parede

A fase passa e também a dor
Recupera sua alegria e sua cor
A Tristeza têm olhos verdes

Aposto no que me aquece
Finjo crer nas minhas preces
Celebro minha existência

Príncipe que não se esquece
Demônio que se oferece
Anjo sem paciência

Abro um compartimento secreto
utilizando frases em outros dialetos
que encontrei em grimórios antigos

Concentro-me em pessoas e objetos
Sozinho sou e permaneço discreto
A infinitude de um caso perdido.

Refúgio

Ele se adianta e não consegue fugir.

Está
cansado
da
fuga.

Não sabe dizer quando parou de cair.

Será
mesmo
que
parou?

É que quando você passa muito tempo no chão corre o risco de se esquecer da diferença entre os patamares e os ângulos e todas essas perspectivas.

Ele
revolve
para
dentro
.

Há muito o que olhar. Às vezes sente como se a realidade alheia fosse irreal se comparada com a sua. De quando em quando, observa-se, contempla-se e se permite ficar em seu próprio quarto. O ambiente se torna o Universo e ele se torna o Deus daquele mundo tão particular.

Ele
pensa
melhor
sem camisa.

Assim tira a camiseta primeiro e a joga no chão. Colocá-la no cesto de roupas sujas é algo que pode esperar. Agora bebe água, cerveja, chá, suco e faz do ato de ingerir qualquer líquido uma distração. Distração para quê? Distração do quê?

Ele
pensa
em voz alta
Às vezes se
enraive com
quem não quer
buscar seus caminhos
Tantos preferem atalhos

Como explicar?

Ele liga o videogame e joga. Recorda-se dos primeiros anos e dos primeiros jogos e sorri. A sua infância tem um gosto doce e ele desce alegremente e sem se preocupar com a conveniência de pegar suas estradas para locais seguros. Está defronte ao Super Nintendo, ao Gameboy de tela verde, ao Playstation I. Os videogames o fazem feliz. A solidão o faz feliz. Ele olha com a atenção necessária os jogos, as pessoas e os espaços vazios. Observa a vida e a alegria. Cresce no peito do garoto uma vontade de ser maravilhoso.

O que
quer dizer com
ser maravilhoso?

Quem realmente sabe? Um dia o garoto apostará em si mesmo. Acreditará em sonhos, pessoas e amor. Acreditará nos exercícios físicos e na cafeína, nos contos, romances e rimas. Quem poderá desvendá-lo? Ninguém? Nunca? Ele escolhe suas companhias e se frustra quando sente que não pode optar pela solidão.

Às vezes
ele deseja
a solidão.

Entretanto, é consciente, pontual, exceto no que concerne a chegar nos horários marcados. Desafie-se, inverte cenas, faz o que duvidaram que tinha a capacidade de fazer.

Ficava
apavorado
em conversar
com mulheres.

Hoje é natural.

Sentia-se
muito alheio
Também bastante
feio, ainda que soubesse
que a verdadeira feiura
nunca seria estética
neste mundo vil.

Tornou-se expansivo. Mais do que antes, ele sempre anda por aí com alguns amigos e é amado. Tornou-se bonito também, ainda que não tenha se esquecido que a beleza verdadeira nunca seria a estética neste mundo vil. Revolve para dentro e deixa que os outros percebam o que ele já sabe. É bonito nos lugares que mais importam.

Ele quase
nunca dorme.

É que sua cabeça está sempre no dia seguinte e na luta. Não é fácil, mas segue firme em sua conduta e crê que pode vencer o mundo com calma e sem malandragem.

Essa
aposta
é maluca,
mas

Coragem!

Fecha os
olhos, pois
sabe que ainda
que a vida seja foda
ninguém dorme
de olhos abertos.

Anda para lá e para cá pensando em soluções que resolvam conflitos. Fracassa em aparecer com novas soluções e sufoca um grito. Não chora, não é pessoa assim tão sensível, mas reconhece que chegou a hora de dormir. Espera que pelo menos em sonhos não exista alguém franco e que não tenha a intenção de o ferir.

Boa
noite.


  • V

Crônica de Terça

Eu sempre parto para o ataque tentando frear quem lhe golpeia por suas vilezas, mas eu avisei antes e repito agora, você precisa ter mais clareza. Eles disseram que a culpa era sua, bom, eu insisti em te defender, mas não se vomita na sala de estar da casa dos outros, eu não lhe avisei? A culpa era realmente sua.

Não avisei? Eu sei que avisei e havia mais gente por perto. Agora você pode bater sua cabeça e pode também beber sua cachaça, seu gim, suas cervejas, eu juro que por mim pode até vomitar, entretanto, você não é um novato e conhece as regras, sem vômito na sala e sem trocar o canal da televisão. Tanto faz porra nenhuma! Etiqueta, seu idiota, você entende a minha fala. É preciso ter um pouquinho de bom senso. Eu sei, você é assim porque a vida é foda e tornou você assim, você sentiu falta de amigos e uma família mais dedicada e empenhada em te ver bem e feliz. Claro, eu sei, a culpa não é sua, eu posso pedir desculpas e você? Sei bem, eu me lembro bem, não foi criado assim, certo? Orgulho e boca grande em uma boca pequena. Cale a boca, por favor. Achegue-se mais perto para um conselho.

Ele se aproxima e quando está perto lhe acerto um safanão na testa. Agora desconfio que ele realmente tenha aprendido a lição. Há quem prefira do jeito mais difícil, certo? Não que ele fosse teimoso ou burro, bem longe disso, mas tinha uma mania de ser particularmente obstinado na produção dos próprios erros. Tudo era um espetáculo.

É uma tarde de terça-feira normal, mas ainda assim é diferente. Meus pés estão gelados, mas o dia está quente. Não temo ficar doente, pois tomo mel. Rio dessa piada que só eu sou capaz de compreender. Bom, terça-feira, o que existe de particular hoje? Sim, eu não me esqueci, hoje é aniversário do meu irmão, mas para a gata é só mais um dia e para o cão também, aliás, para eles não é dos melhores dias, pois eu não me sinto tão bem e eles se movimentam mais de acordo com a minha dinâmica. O amor que os dois nutrem por mim precisa de estímulos, sim, exatamente como qualquer amor. Alguma vez você já reparou como isso é curioso? Na falta da minha atenção, contentam-se ambos os bichos com a solidez da minha presença. A minha existência faz diferença para eles, ainda que para a hipótese do meu falecimento, eu me conforte em saber que eles seguirão acompanhando os outros membros da minha família. Respiro e observo os detalhes com atenção. A brisa passa por mim, mas eu também passo por ela. O cão escolhe o chão e fica bem próximo das rodas da cadeira giratória enquanto a gata dorme na janela.

Ando pela casa sem camisa e penso. Carrego quatro livros na mão direita, porém me falho no meu propósito. Tinha o objetivo de fazer o que mesmo? Olho para os livros, é isso, eu provavelmente queria ler e não consegui. Falhei outra vez em cessar minhas atividades e me concentrar em alguma outra coisa que, bom, eu talvez devesse me distrair ou talvez devesse me embeber de filosofias ou talvez devesse andar sozinho pelo mundo conhecendo e contando histórias e…

E respiro para me concentrar no que restou da tarde. Bebo uma xícara de café. Checo o site, vejo que não vendi muitos livros ainda, porém um sorriso escapa de meu rosto empedernido e frio. Eles gostam das minhas histórias e eu me pergunto o motivo. Não sei bem, mas se estabelece com mais firmeza aquele mesmo sorriso.

Não faço exercícios. Está muito quente e o meu nariz sangrou pela manhã. Consumi mais de cinco mil calorias ontem e antes de ontem e só tenho gastado energia nas noites quando sento na minha cadeira e teclo no meu teclado. Quero crer no mundo, mas ele parece todo errado. Quero fugir daqui? Quero mudar? Quero me apegar ao que sei não funcionar para manter a melhor ilusão de funcionamento? Não planto ideias por malícia ou interesse. Gosto do cru das pessoas e descubro na hora e pelo brilho no olhar sobre o que finjo que esqueço. Por essa percepção sensitiva eu sempre agradeço. Tornei-me o tipo sábio de pessoa que entende como a confiança é um prato que se come frio, porém insisto em confiar antes da hora para mudar o que vejo como reflexo deste mundo vazio. Preciso ser diferente para ansiar pela diferença, porém sei que a minha ingenuidade reverbera pela cidade o peso da sentença. Aceito o preço, escolho viver e sento outra vez. Escrevo.

Escrevo porque preciso conhecer mais do que o tudo
que eu já sei
Escrevo porque escrever é a única maneira de me tornar
quem sempre sonhei
Escrevo, ainda que existam muitas coisas melhores
para se fazer
Escrevo porque sou escritor e preciso me dedicar
ao sonho que tenho
Escrevo e vou continuar escrevendo e quanto ao resto
eu me abstenho
Talvez eu encorpore minha única

semelhança com Christopher Green
E saia sozinho para longe

para descobrir o que falta em mim
Talvez não falte coisa alguma

E escrevo
para que a minha originalidade
nunca suma
para que não mudem
os meus desejos
Escrevo-me porque quero e
para registrar minhas andanças
Escrevo-me, pois às vezes temo a morte
Quem sabe com um pouco de sorte
Postumamente eu causa alguma mudança.

Sinto fome e é hora de consumir mais calorias. Sinto-me feliz, pois elas se deixam ser consumidas e utilizadas. Já que não faço isso com ninguém, eu encontrei nas calorias estranhas aliadas. Sorrio triste ou entristeço sorrindo? Digito qualquer bobeira sentado nessa cadeira e admito que o dia seria melhor se eu estivesse dormindo.