Medusa

Chega e ordena
que eu tire minha blusa
Olhar que me condena
Medusa
Não te amo
Ainda que seja

minha musa
Não é engano
A gente se usa
Tento assimilar a informação, mas
seu jeito de falar é pura tentação
Hesito e me convenço de uma mentira
Quero me amenizar e decido ir embora
Não sou igual a todo mundo
Tento me convencer de que
homem como eu já não se fabrica
Aos pés dela, porém,

somos todos vagabundos
Vítimas dum olhar que petrifica

Nunca posso resistir
Quando a voz dela me chama
Até tentei fugir, mas

cá estou na cama
Ela vai dizer o

que quero ouvir
Fingir que me ama
Foderemos a noite inteira
Escuridão que inflama

Publicado por

drpoesia

Escritor de hábitos relativamente saudáveis que gosta de escrever crônicas, poemas, contos e principalmente romances de ficção fantástica. Três livros prontos, porém, ainda sem publicação física. Trimestralmente faço o registro dos meus novos textos no Escritório dos Direitos Autorais. Tenho 27 anos de idade e sou formado em Direito. Creio no amor, embora o sinta meio ingrato neste ano. Só posso ser quem eu sou e é assim que vou continuar. Confio no mestre Leminski. "Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além". Se você continuou até aqui espero que conheça meu blog aqui na WordPress e que possa dar uma visitadinha nas minhas páginas de poesias no Instagram e no Facebook! Obrigado! Volte sempre!

Um comentário sobre “Medusa”

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