Coração nômade

Faço tudo o que posso, mas
Insisto que não me chame de lar
Um dia ainda acordo e de repente
Abandono este lugar
Meu coração nômade
Sabe realmente amar,
mas ele não pode ser casa
Ainda que haja brasa
para os dias frios
Ainda que preencha
habilmente espaços vazios
Ainda que te defenda
de tantos inimigos
Ainda que surpreenda
com desejos correspondidos
Este coração nunca será
um lar para você
Se alimenta esse ideal
É melhor tentar me esquecer
Sou o melhor de todos e
o pior deles também
Estou te avisando sobre os riscos
Te quero, mas não como refém
Estaremos juntos
Permaneceremos juntos
Nunca vou desaparecer do mundo
Porém, este vagabundo arisco
tem o coração mutante
Tudo que é bom hoje
Será diferente adiante
Muito melhor ou pior
Quem é que pode dizer?
Por isso não me faça lar
Repentinamente posso mudar
Eu só queria te fazer entender.

Publicado por

drpoesia

Escritor de hábitos relativamente saudáveis que gosta de escrever crônicas, poemas, contos e principalmente romances de ficção fantástica. Três livros prontos, porém, ainda sem publicação física. Trimestralmente faço o registro dos meus novos textos no Escritório dos Direitos Autorais. Tenho 27 anos de idade e sou formado em Direito. Creio no amor, embora o sinta meio ingrato neste ano. Só posso ser quem eu sou e é assim que vou continuar. Confio no mestre Leminski. "Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além". Se você continuou até aqui espero que conheça meu blog aqui na WordPress e que possa dar uma visitadinha nas minhas páginas de poesias no Instagram e no Facebook! Obrigado! Volte sempre!

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