Canto.

Canto bem alto o clamor de minhas sequelas
Exalto a Dor que me atropela

Canto bem alto o fulgor da primavera
Exalto o Amor e a vida que é bela

Canto bem alto à secura do outono
Exalto a Dor do meu abandono

Canto bem alto o sofrimento indizível
Exalto o Tempo do impossível

Canto bem alto em uma tarde de domingo
Reergo-me como um Deus esquecido

Canto, enfim, meu último momento
Que o vento me leve me transforme em esquecimento.

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drpoesia

Escritor de hábitos relativamente saudáveis que gosta de escrever crônicas, poemas, contos e principalmente romances de ficção fantástica. Três livros prontos, porém, ainda sem publicação física. Trimestralmente faço o registro dos meus novos textos no Escritório dos Direitos Autorais. Tenho 27 anos de idade e sou formado em Direito. Creio no amor, embora o sinta meio ingrato neste ano. Só posso ser quem eu sou e é assim que vou continuar. Confio no mestre Leminski. "Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além". Se você continuou até aqui espero que conheça meu blog aqui na WordPress e que possa dar uma visitadinha nas minhas páginas de poesias no Instagram e no Facebook! Obrigado! Volte sempre!

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