Furo cronológico

O seu beijo quando era meu
O meu beijo quando era seu
Nosso beijo quando era nosso
E aquela vontade imatura e infantil
de que sua boca fosse apenas minha
E nós sorríamos com a convicção divina
de que seria exatamente assim
Fazíamos tudo como adultos fazem,
mas nossos sonhos eram pueris e puros
Como sinto saudades de nós juntos
Como penso em tudo toda hora
Pedi para que apagasse a vela
Pedi para que não me seguisse pelos vales
Pedi para que se lembrasse
de que a vida é bela
A magia está nos ares
A vida é maior do que
a lacuna das sequelas
Visite agora novos lugares
Olhe e veja como eu te vi pela primeira vez
Deixe que o manto da noite te cubra e descubra
Tudo o que você é capaz de fazer
Acredite e siga nos próprios trilhos
Quando fecho os olhos ainda vejo seu brilho
E se ilumina o meu rosto com a lembrança
do seu gosto e da perfeição do sorriso
O seu beijo quando era meu
O meu beijo quando era seu
E a nossa existência como Um
ainda que sempre fôssemos dois diferentes
Num tempo singular qual é particular
Você sobrevive e eu quero que continue assim
Mesmo que a vida mude
Mesmo que o sentimento mude
Mesmo que os desfechos esperados mudem
Eu sei que havia algo especial sobre nós
Eu sei que há algo especial entre nós
Eu sei que sempre haverá algo especial sobre nós
Talvez seja um pequeno furo na cronologia da vida
Talvez seja o tempo certo e outras versões nossas
estejam felizes em outro tempo e espaço
Eu quase posso tocá-las, pois ainda imagino
E alcanço memórias reais e ilusões perfeitas
É que eu ainda me lembro e intuitivamente sei
que nunca conseguirei deixar de me lembrar
O seu beijo quando era meu
O meu beijo quando era seu
Nosso beijo quando era nosso.

Publicado por

drpoesia

Escritor de hábitos relativamente saudáveis que gosta de escrever crônicas, poemas, contos e principalmente romances de ficção fantástica. Três livros prontos, porém, ainda sem publicação física. Trimestralmente faço o registro dos meus novos textos no Escritório dos Direitos Autorais. Tenho 27 anos de idade e sou formado em Direito. Creio no amor, embora o sinta meio ingrato neste ano. Só posso ser quem eu sou e é assim que vou continuar. Confio no mestre Leminski. "Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além". Se você continuou até aqui espero que conheça meu blog aqui na WordPress e que possa dar uma visitadinha nas minhas páginas de poesias no Instagram e no Facebook! Obrigado! Volte sempre!

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