Metáfora

Talvez eu tenha apenas imaginado,
mas me recordo do que preciso
Apoteose solar no tempo-espaço
do seu sorriso
Eu me senti afundar em um oceano
que sequer existia
Quais mistérios residem em seus beijos?
Quais são as chances de que sumam de mim,
sem que eu os mate, esses tantos desejos?
E se eu te dissesse que diante da sua presença à época,
ninguém se importaria com a fuga de Helena para Troia?
E se eu dissesse que heróis e vilões não notaram a mais brilhante das joias?
E se eu dissesse que o mestre Oscar Wilde se engana?
E se eu dissesse que ele errou quando disse que a gente sempre destrói o que mais ama? E se eu forçasse o inglês nas minhas palavras
e nós brincássemos de seek and hide?
E se still in english fôssemos news Bonnie & Clyde?
Tudo bem, não vou exagerar, não vou falar
sobre Romeu ou Julieta, mas presumo
que toda lagarta que a veja voar, em seguida,
deseja logo se tornar uma incrível borboleta
Seria bom poder te acompanhar no seu mundo,
voar junto, ainda que só de vez em quando
Duvido que…
Não sei ainda se me faço entendido
Você entenderia se eu dissesse novamente
que você é como o sol?
Entenderia se dissesse que você seria minha Sophie
se eu fosse o mago Howl?
Vou tentar, enfim, pela última vez. Eis a situação…
Você percorreu atalhos até o meu coração
Sempre que eu a vejo, indago se sou eu o meu próprio algoz
Poeta que perde a rima pelo desejo;
homem falante que perde a voz
Noutra noite de carnaval me cedeu brilho,
pois o sol não se preocupa em se dividir
Como um trem desgovernado descarrilho
toda vez que a observo sorrir
Você é mais vasta que a imensidão do céu azul
Dona de si sempre se basta: it’s all about you
Perdi a metáfora e a fala… 
Perdi meu rumo e tudo o que almejo
Quando a loucura sobe, a boca cala
Lamento que nunca com o gosto do seu beijo
Sei que novamente esmurro pontas de facas,
mas o que posso fazer?
É melhor ser ridículo e falar do que dormir
sem ter dito o que pensei em dizer
L’amour est un chien du diable, mais c’est mieux être mordu! 
Acho que concordo com o trecho acima referido
O amor é um cão dos diabos, mas eu prefiro ser mordido
Essa foi a loucura mais brega
ue eu já disse na minha vida,
Você me pediu a sua metáfora

Espero que não esteja arrependida.
Novamente surto
Sussurro que amo vultos, embora saiba
que são apenas sombras pálidas de coisas inexistentes
Amo, na verdade, a palidez da alma de quem
não tenta ser mais do que sente
Amo ainda que meu amor seja criação
de minha própria mente
É duro vagar solitário em mundo
que se faz quase sempre indiferente. 

Publicado por

drpoesia

Escritor de hábitos relativamente saudáveis que gosta de escrever crônicas, poemas, contos e principalmente romances de ficção fantástica. Três livros prontos, porém, ainda sem publicação física. Trimestralmente faço o registro dos meus novos textos no Escritório dos Direitos Autorais. Tenho 27 anos de idade e sou formado em Direito. Creio no amor, embora o sinta meio ingrato neste ano. Só posso ser quem eu sou e é assim que vou continuar. Confio no mestre Leminski. "Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além". Se você continuou até aqui espero que conheça meu blog aqui na WordPress e que possa dar uma visitadinha nas minhas páginas de poesias no Instagram e no Facebook! Obrigado! Volte sempre!

2 comentários em “Metáfora”

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